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Garoto de 13 anos cria calibrador para medir batimentos de bebês
Equipamento inédito vai aferir aparelho usado em gravidez de risco 26/12/2018

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Rodolfo Infantini
O equipamento é feito de metal e plástico, e tem o tamanho de uma caixa de sapato
PUBLICADO EM 26/12/18 - 03h00

Menos de três meses. Esse foi o tempo necessário para que, após se matricular em aulas extraclasse de robótica, Rodolfo Infantini, de 13 anos, desenvolvesse um equipamento de calibração que vai aferir os aparelhos que medem os batimentos de bebês enquanto eles ainda estão na barriga de suas mães.

“O cardiotocógrafo mede os batimentos do bebê quando a mãe está em gravidez de alto risco, no hospital, mas não existe calibradores desse equipamento para saber se ele está funcionando perfeitamente”, diz a mãe do garoto, Camila Infantini, 39. “Meu marido sempre quis fazer um equipamento similar e, depois das aulas de robótica, Rodolfo começou a se interessar mais para ajudar o pai nesse projeto”, conta.

Segundo a mãe, a família possui uma empresa de venda e manutenção de equipamentos médicos, e a maioria deles possui aparelhos auxiliares de calibração.

Camila explica que, após os conceitos básicos de eletrônica, mecânica e programação, veio o interesse do filho em auxiliar nos projetos desenvolvidos pela empresa de sua família, especializada em manutenção de equipamentos médicos. “Foi uma surpresa para nós. Ele está superenvolvido no projeto e aplicando tudo o que está aprendendo na escola, como robótica e programação”, conta Camila.

Rodolfo revela que, até o início do próximo ano, o protótipo deve estar pronto para realizar os primeiros testes. “Eu sabia que ia gostar (das aulas), mas não sabia que ia gostar tanto”, diz.

A diretora e fundadora da CódigoKid, Raffaella Marchese, diz que os cerca de 120 alunos da Unidade Campinas, em São Paulo, aprendem conteúdos que trabalham o raciocínio lógico, programação e desenvolvimento de sites, entre outros conteúdos. O garoto que está cursando o segundo módulo de robótica também faz cursos de photoshop e edição de vídeo. Na escola, os alunos podem ser matriculados a partir dos 5 anos.

Segundo Raffaella, Rodolfo é muito estudioso e esteve sempre muito interessado em aprender e desenvolver as técnicas para a criação do calibrador. “A tecnologia já os atrai (os adolescentes) por si só. A gente entende que a tecnologia faz parte dessa geração de qualquer forma, e cada vez mais eles precisam se ligar a essas ferramentas, e não ficar viciados, mas sim dominá-las. As crianças chegam com o intuito de estudar, mas não é algo forçado, é mais uma brincadeira”, diz.

Em diversos países do mundo o ensino da robótica já faz parte dos currículos escolares. Por meio dela os alunos aprendem conceitos de engenharia, matemática, física e desenvolvem habilidades de convivência, pois a maioria dos projetos de robótica é realizada em grupo.

Apoio da família

“Ele nasceu prematuro extremo de seis meses. Eu sempre tive que colocar muitos desafios para ele. Aos 8 anos, ele me pediu para fazer o curso e procurou na internet. Ele já fez quase todos os cursos da escola e costuma ir para lá ajudar os professores.”
Camila Infantini
Mãe de Rodolfo


Benefícios da robótica para as crianças:

Facilita a assimilação de matérias tradicionais;

Aprender se torna mais divertido;

Estimula a criatividade;

Amplia a visão do conteúdo;

Instiga o raciocínio lógico e o trabalho em equipe.

Minientrevista

Rodolfo Infantini
Estudante
13 anos


Como você decidiu fazer aulas de robótica e programação?

Eu até gostava bastante dessas coisas, só que nunca tinha feito curso e tentado me aprofundar. Então, eu perguntei para a minha mãe se poderia fazer um curso sobre isso e comecei a procurar na internet.

Quanto tempo levou para começar a desenvolver esse equipamento de calibração?

Acho que depois de uns três meses. O meu pai perguntou se eu poderia fazer isso para ele. Eu falei que sim, e na escola comecei a estudar melhor e aprender mais para fazer o projeto. Na escola, eu sempre construo e programo os robôs, mais para diversão mesmo, mas é muito legal aprender também como funcionam os robôs para interagir com eles.

O que você pretende ser quando crescer?

Eu gostaria bastante de, no futuro, conseguir trabalhar com isso, como programador. Programar é conseguir fazer as coisas acontecerem. É inventar uma coisa e fazer a coisa acontecer mesmo.

 


 

 

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