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Boa madrugada - Itabira, sexta, 22 de fevereiro de 2019  

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Vale faz MG perder valor maior que o PIB de 99% das cidades
Paralisação de atividades da mineradora após tragédia terá impacto de R$ 23,3 bilhões no Estado 11/02/2019

 


 
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PUBLICADO EM 11/02/19 - 03h00

Minas Gerais está em luto pelas 165 mortes confirmadas e 160 desaparecidos, pelos desabrigados e pelo impacto ambiental, diante do rompimento da barragem I da mina de Córrego do Feijão. E, além da tristeza, o Estado terá que lidar com as consequências econômicas da queda de produção de minério de ferro da Vale. Segundo um estudo realizado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a redução da produção da Vale no Estado pode retirar R$ 23,3 bilhões da economia de Minas só em receita industrial. Isso equivale a 4,2% do PIB do Estado em 2018 (R$ 560 bilhões, segundo cálculos da Fiemg), ou ao PIB de Juiz de Fora e Montes Claros somados, segundo o último dado do IBGE, de 2016. Seria como se toda a riqueza produzida por essas duas cidades desaparecesse do mapa.

Em Minas, apenas quatro cidades (Belo Horizonte, Contagem, Betim e Uberlândia) têm um PIB maior do que essa perda financeira que a Vale vai proporcionar, segundo o cálculo da Fiemg. Portanto, esses R$ 23,3 bilhões são maiores que a riqueza anual gerada por 849 municípios mineiros.

Segundo a Fiemg, para cada R$ 100 que a mineradora deixar de ganhar, outras indústrias, de setores como transporte, máquinas e equipamentos, deixam de faturar R$ 25. O cálculo da Fiemg considerou o valor médio da tonelada de minério, o câmbio, a receita anual da Vale com os 40 milhões de toneladas de minério de ferro que deixarão de ser extraídas das minas no Estado em 2019 em função do descomissionamento (retirada de rejeitos e reintegração à natureza) de dez barragens inativas. Tem ainda 30 milhões de toneladas produzidas na mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, na região Central de Minas – paralisada por decisão judicial, da qual a Vale recorreu – além do impacto em outras indústrias.

 


 

 

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