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Boa noite - Itabira, domingo, 16 de dezembro de 2018  

POLÍCIA
Marido é suspeito de matar mulher e jogar corpo em lote de BH
O crime teria acontecido na última sexta-feira (23). o corpo da mulher de 34 anos foi encontrado no sábado (24) por um vendedor de redes 30/11/2018

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Corpo foi encontrado no Buritis, zona oeste de BH
PUBLICADO EM 29/11/18 - 20h39

Um caminhoneiro de 42 anos foi preso nesta quinta-feira (29) suspeito de matar a mulher e jogar o corpo, enrolado em uma lona plástica, em um lote vago no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte. O suspeito, segundo a Polícia Civil, não aceitava o fim da relação de 15 anos do casal.

O crime teria acontecido na última sexta-feira (23). O corpo da mulher de 34 anos foi encontrado no sábado (24) por um vendedor de redes que entrou no lote vago.

A vítima apresentava marcas de esganadura. No bolso da calça dela, os investigadores encontraram um papel com o número de telefone do marido. Os policiais fizeram contato, e o acusado foi até o local. Marcas de unhas nos braços e de chutes na canela do caminhoneiro chamaram a atenção dos policiais, que concluíram que a vítima tentou se defender ao ser morta.

Segundo a polícia, o suspeito estava muito tranquilo para quem tinha perdido a mulher em um crime violento. “Na sexta-feira, familiares dela receberam mensagens estranhas enviadas do celular dela e nós suspeitamos que ele pegou o celular, mandou mensagens para os familiares e amigas da vítima, se passando por ela, forjando um diálogo para simular que ela estaria viva”, conta o delegado Daniel Buchmüller.

Segundo ele, todos desconfiaram das mensagens por causa dos erros de português. “Há suspeita de que ela estaria sendo dopada na semana do homicídio para que perdesse a consciência e não saísse de casa”, disse o delegado.

O homem de 42 anos nega o crime, mas entrou em contradição em diversos aspectos, segundo o delegado. “No dia do sumiço dela, ele deixou o filho de 6 anos com a irmã dele em um horário incomum, às 3h da manhã, quando o normal era às 6h. A gente acredita que a sexta foi o dia do homicídio”, contou o delegado.

O policial também disse ter encontrado uma lona no caminhão do suspeito bem semelhante à lona usada para enrolar o corpo. 

O casal morava em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, e a polícia não sabe onde realmente aconteceu o crime.

“A gente não sabe o local exato onde ela foi morta, mas sabemos, com certeza, que não foi no local onde o corpo foi encontrado pelo estado em que o corpo se encontrava”, disse o delegado. Além da marca de esganadura, peritos perceberam hematomas no rosto da mulher. “Vamos esperar o lado de necropsia para ver os detalhes da lesão. O suspeito nega, mas é contraditório”, finalizou. 

Mensagens

Nas mensagens enviadas pelo suspeito à família da vítima, segundo a polícia, ele se passa por ela e diz que estava indo ao psicólogo e que não queria mais se separar do marido.

“Familiares acharam incomum, pois, a todo momento, ela falava que queria se separar e, no exato dia em que ela some, ela manda manda mensagens com erros de português grosseiros que ela não costumava cometer”, disse o delegado.

VELÓRIO

A frieza do suspeito no velório da mulher chamou atenção de todos, segundo o delegado. “Atitude incomum para quem tinha acabado de perder a mulher, em um homicídio bárbaro como foi. Isso levantou suspeitas”, disse o policial. Segundo ele, não há histórico de violência entre o casal. “Um fato incomum, mas as provas contra ele são robustas”, reforçou.

Exames

Um exame de DNA está sendo feito com resíduos colhidos nas unhas da vítima, e resultados de outros exames, como o de necropsia e de local, ainda são aguardados. O filho de 6 anos do casal foi entregue à irmã do autor, que mora no andar abaixo da casa deles. O suspeito está preso temporariamente por 30 dias no Ceresp Gameleira, o que pode ser renovado por mais 30. O crime é homicídio qualificado  e também  por motivo fútil.

 


 

 

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