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Boa tarde - Itabira, domingo, 21 de julho de 2019  

POLÍCIA
Bufê na Pampulha é suspeito de dar golpes em pais em festas infantis
Casa de festas oferece o serviço, mas depois os donos desaparecem ou não cumprem o contrato 31/03/2019

 

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O sonho de fazer uma festa de aniversário para os filhos se tornou um pesadelo para pais que contrataram o bufe infantil Imaginnarium, no bairro Jaraguá, na região da Pampulha. O estabelecimento fechou as portas na última sexta-feira e deixou de realizar ao menos três comemorações que já estavam marcadas para esse fim de semana.

Os clientes alegam que já estavam enfrentando dificuldades para realizar os eventos e conseguir cancelar contratos para reaver o dinheiro de volta. Já os proprietários do local afirmam que decidiram fechar o salão de festas por tempo indeterminado por medo da violência. Um dos donos do local teria sido atacado a facas na madrugada de sábado quando fechava o imóvel. Eles garantem que vão ressarcir todos os clientes que quiserem o dinheiro de volta e tentarão acordos para realizar festas que já estavam marcadas. 

"A dona nos disse que o marido levou uma facada e que ela estava hospitalizada, mas ela já usou assalto e outros crimes para desmarcar  eventos", contou a funcionária pública Juliana Gonçalves, de 39 anos. Segundo ela, a festa de um ano do filho está marcada para a próxima quarta-feira, mas, faltando apenas quatro dias para o evento, os responsáveis pelo bufê não atendem suas ligações e o espaço de festas está fechado. "Conversei como uma trabalhadora lá de perto (do bufê) e ela disse que direto tem polícia  lá por causa das confusões envolvendo a não realização de festas ou de retornos para os pais", disse. Ela pretende procurar a delegacia. 

Karina Venâncio, 30, está desempregada e pagou R$ 2.000 pela festa do filho que aconteceria nesse sábado (30). O pagamento foi feito em agosto de 2018. Na semana passada, ela pagou mais R$ 500 porque aumentou o número de convidados. Faltando um dia para a festa, ela foi avisada por uma mensagem de whatsapp que o buffet estaria fechado por tempo indeterminado. Neste domingo, ela foi até a porta do bufê, acompanhada de um o grupo de clientes em situação parecida em busca de respostas, mas não encontraram ninguém. "Perdemos R$ 2.500 que pagamos para o bufê e já havíamos investido outros R$ 25 mil em serviços não incluídos como lembrancinhas, decoração, fotografia. É uma frustração muito grande, porque é um sonho que a gente tem. Pagamos com antecedência e somos avisadas que não vai ter feste de última hora. Com apenas 24 horas de antecedência a gente sequer consegue organizar uma festa como um plano B", desabafou. Ela conta que registrou boletim de ocorrência e foi informada pelos policiais que haviam outras queixas contra o mesmo estabelecimento. 

Um grupo que reúne pais e mães com problemas com o bufê já conta com mais de 30 pessoas. Uma delas é a empresária Érika Barcelos, 38, estava com a festa do filho marcada para acontecer no dia 14 de maio. Antes mesmo do local anunciar o fechamento por tempo indeterminado, na última sexta-feira, ela já havia desconfiado de problemas e tentado cancelar o contrato. Ela ficou sabendo de reclamações de festas realizadas sem ofertar o que foi contratado e até mesmo canceladas. "A gente já tinha entrado com um pedido de ressarcimento do dinheiro. Eu vim até aqui e fui convencida pelos donos de que minha festa iria acontecer e seria perfeita. Então, decidi manter o contrato. Agora, recebi a notícia do fechamento por tempo indeterminado", afirmou. 

Ela detalha que depois disso teve problemas na hora de fazer a degustação dos salgados que seriam servidos. Agora ela quer o dinheiro de volta de qualquer maneira e diz que já descobriu que o bufê deve fornecedores. "Eles não tinham nem os salgados todos para fazermos a degustação. Descobrimos que eles estavam devendo fornecedores, não estariam pagando o aluguel, nem a conta de luz. Eu vou atrás dos meus direitos. Nem que eles tenham que pagar em material. Mas eu não vou ficar no prejuízo", afirmou. 

A turismóloga  Amanda Schneider, 37, teve o mesmo problema. Emocionada, ela conta que não sabe o que dizer para filha quando ela pergunta sobre a festa. "Todo o dia minha filha me pergunta sobre a festa da Minie vermelha. E agora eu não sei nem se essa festa vai acontecer. Paguei o dinheiro e não tive o pedido de ressarcimento aceito"

Outro lado
Um dos donos do Bufê Imaginnarium entrou em contato com a reportagem. Ele afirmou que, na madrugada de sexta-feira, foi atacado a facadas enquanto fechava o estabelecimento. Ele contou que, diante disso, teve que receber cuidados médicos e sua mulher, que é sua sócia, ficou muito abalada e não conseguiu manter o estabelecimento aberto.

Ele disse que decidiram fechar o local por tempo indeterminado porque já foram assaltados por três vezes e agora estão com medo de continuar trabalhando no local. O proprietário afirmou que todos os clientes serão ressarcidos e os que quiserem poderão realizar a festa em outros locais, mediante acordo. Ele também afirmou que há fornecedores que alegam que o bufê está com dívidas, mas que não há comprovação desses débitos.

 


 

 

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