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Boa tarde - Itabira, domingo, 21 de julho de 2019  

POLÍCIA
Tatuador suspeito de assédio sexual em BH é preso pela polícia
Até o momento, 15 mulheres procuraram a Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher para formalizar denúncias contra o homem 31/03/2019

 

Denúncia
Mais de 40 mulheres procuraram a ativista Duda Salabert para denunciar o tatuador
Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Militar prendeu, no início da noite deste domingo (31), o tatuador suspeito de assediar sexualmente mulheres em seu estúdio na avenida Nossa Senhora do Carmo, na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Ele era considerado foragido.

Segundo o tenente Leonardo, da 3ª Companhia de Policiamento Especializado, que participou da operação de prisão, o homem, de 44 anos, estava escondido na casa de amigos no bairro Joana D'arc, em Lagoa Santa, região Metropolitana da capital. "Assim que o suspeito percebeu que o local estava cercado por militares, ele não apresentou resistência e se entregou", disse o tenente.

Relembre

As denúncias vieram à tona depois de uma publicação feita pela ativista Duda Salabert, no último dia 16, em que ela contava sobre sua preferência por tatuar com profissionais mulheres. Salabert recebeu mais de 40 denúncias de assédio e abuso sexual, todas elas relatadas por mulheres que frequentaram, em algum momento, o estúdio desse tatuador. Os relatos datam desde 2012. 

Na ocasião, a ativista contou que estava disposta a protocolar uma ação coletiva no Ministério Público com a intenção de representar todas as vítimas. Tatuadoras de Belo Horizonte também se dispuseram a cobrir os trabalhos feitos pelo acusado. 

Em um dos casos, uma jovem de 26 anos, que preferiu não ser identificada, contou que fez sua primeira tatuagem com o homem quando ainda tinha 19 anos. Na ocasião, ela foi acompanhada pela mãe que esperou do lado de fora. Ela relatou que durante o processo, sua cabeça foi colocada em cima do colo do tatuador que, por diversas vezes, chegou a firmar a cabeça dela contra o pênis.

Logo que as primeiras denúncias surgiram, a reportagem de O TEMPO conversou com o tatuador. Na ocasião, ele afirmou que não tinha nada a declarar e que estava se resguardando contra os xingamentos recebidos pelas redes sociais. "Estou passando muita vergonha, muito constrangimento. Eu não fiz nada", disse. 

* Sob supervisão de Aline Gonçalves

 


 

 

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